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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Google afirma que 50% do comércio mundial é influenciado por pesquisas na web

Apesar de apenas 6% das compras mundiais serem realizadas pela Internet, dados divulgados pelo Google nesta quinta-feira (23) mostram que cerca de 50% de todas as transações comerciais são influenciadas por pesquisas feitas na rede mundial de computadores.

Ainda de acordo com o Google, o comércio eletrônico internacional vale cerca de 380 bilhões de dólares, e este mercado está em fase de mudanças na relação entre comprador e marca.

Oa dados da empresa de Internet mostram que as redes sociais já englobam 270 milhões de participantes em todo o mundo, e 40% do tráfego online passa pelo vídeo. “As grandes marcas online estão sendo construídas em função da performance do produto, e não tanto pela sua publicidade”, afirmou Rui Nunes, do Google Portugal, informou a Agência Financeira.

Fonte: Portal de Imprensa

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

YouTube quer lucrar com e-commerce

O Google e o YouTube planejam aumentar as receitas publicitárias com uma espécie de e-commerce.

A idéia é lançar uma ferramenta que permita aos telespectadores norte-americanos comprar música e jogos através de parceiros que apareçam nos vídeos publicados no site.

O YouTube é o principal operador de vídeo online e popularmente conhecido pelos conteúdos produzidos pelos usuários da rede social local com características melhoradas.

Em agosto de 2008, o site tinha 330 milhões de visitantes, segundo a comScore. O problema é que enquanto o YouTube continua a mostrar um forte crescimento no uso e usuários, o site luta para encontrar um modelo de negócios rentável para corresponder às expectativas.

Este é um grande problema quando se considera que o Google gastou US $ 1,65 bilhão para comprar o YouTube em 2006 e tem investido nele desde então. O Google não fornece dinheiro para YouTube, mas a contribuição financeira do site para o Google é mínima.

Fonte: Redação Adnews

Pós-venda 2.0?

Em meu último artigo para o iMasters, com o título de "O que você anda comprando?", finalizei perguntando o que andamos comprando: produtos ou novas experiências/possibilidades?

Sem haver melhor ou pior nesse quesito, inevitavelmente estamos consumindo. A fim de manter e fidelizar seus clientes, as empresas há anos trabalham com sistemas de pós-vendas, embasados pela certeza de ser muito menos dispendioso manter um cliente a conseguir um novo.

Pós-venda é condição fundamental hoje em dia para cultivar um bom relacionamento com seu cliente. Isso é fato. Mas questiono o seguinte: ele é válido e sua ação, atualmente, ainda é satisfatória? Explico.

As ações de pós-venda são realizadas por quem vende, ou seja, é quem comercializa o produto que toma a iniciativa de medir a satisfação do seu cliente com seu produto, de manter contato com o mesmo na tentativa de "fidelizá-lo", entre outras coisas.

Essa relação de feedback "forçado", unilateral, foi a forma que os departamentos de marketing das empresas encontraram para lidar com seus "consumidores 1.0", aqueles onde o acesso à empresa era (e continua sendo) muito restrito e suas opiniões tinham pouca força e relevância.

Hoje, o largo e fácil acesso aos meios de comunicação e principalmente à Internet, tem facilitado muito a capacidade das pessoas se comunicarem, de dividirem interesses, de pertencerem a comunidades, de trocarem informações, etc. É nesse terreno que se encontra o "consumidor 2.0".

Através de blogs, twitter, fóruns, redes sociais, esses "novos consumidores" têm trocado experiências sobre suas aquisições e esse processo inicia-se já no momento em que surge o desejo por algum produto. Eles vão em busca de informações, procuram experiências de outras pessoas com o produto, pesquisam preço, lêem resenhas, perguntam, etc. Após a compra, imediatamente resenham seus produtos, tiram fotos, postam em seus blogs, divulgam no twitter, entram para determinadas comunidades enfim, criam uma relação mais íntima com o objeto de consumo.

Considerando a "regra" de que apenas 1% dos usuários produzem algum tipo de conteúdo e o restante são apenas consumidores de conteúdo , mesmo assim, esse pequeno grupo tem se tornado um importante agente influenciador de compra, o que demonstra um novo comportamento pró-ativo do consumidor.

Se compararmos à "versão 1.0", esse novo consumidor não precisa que a empresa vá até ele para ter um (a) feedback sobre seu produto, ele o faz espontaneamente, sem ânsia por obter uma recompensa por isso, ele o faz apenas pela vontade de partilhar suas experiências e sentimentos sobre o que está consumindo.

Agora pergunto: será que as empresas estão preparadas para lidar com esse novo tipo de consumidor? Enquanto as ações de pós-venda forem tratadas como conversas moderadas onde críticas não são aceitas, não. Essas empresas têm que entender que não precisam mais pressionar seus clientes para obter suas opiniões, eles as fornecem gratuitamente, basta que aprendam a fazer o que eles mais gostam: trocar experiências, conversar.

Fonte: imasters.com.br

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Google ameaça fechar Orkut no Brasil

O Orkut, site de relacionamentos virtuais que é mantido pelo Google, pode fechar suas atividades no Brasil ou pelo menos limitar o acesso de internautas brasileiros. A informação foi obtida pela Folha na sede da empresa em Mountain View, na Califórnia. As pessoas ouvidas pediram anonimato por se tratar indiretamente de uma questão jurídica em andamento.

Para a empresa, a ação pode ser tomada se não for possível coibir excessos dos usuários brasileiros ou não se chegar a um acordo com a Justiça do país. A direção do Google avalia que, seja qual for o resultado da atual disputa jurídica, a imagem do site pode sair irremediavelmente arranhada no Brasil, país que responde por entre 80% e 90% do total de usuários, de cerca de 20 milhões.

Em conversa por telefone, a diretora jurídica do Google, Nicole Wong, disse que "nenhuma hipótese está descartada", mas que a empresa "está muito feliz em prover esse serviço ao Brasil e gostaria muito de poder continuar a fazê-lo".

O Orkut está envolvido num imbróglio jurídico há alguns meses. O procurador da República Sérgio Suiama, do Ministério Público Federal, investiga crimes que teriam sido praticados no ambiente ou por intermédio do site desde 2003.

Até hoje, foram abertos 52 pedidos de quebra de sigilo, na maioria casos de pedofilia e de crimes de racismo e ódio. Desde que o Google abriu um escritório no Brasil, no ano passado, Suiama afirma tentar negociar o fornecimento de dados para a identificação dos autores das comunidades criminosas.

Na terça, o Ministério Público entrou com ação civil para obrigar o Google Brasil a pagar multa de R$ 200 mil por dia por caso não cumprido, indenização por danos morais já causados de R$ 130 milhões, ou 1% do faturamento da receita do grupo em 2005, e, em último caso, fechamento da filial. A alegação é que a empresa descumpre seguidamente decisões da Justiça.

A Google Inc. diz que cumpriu todos os pedidos endereçados corretamente até hoje. A Folha apurou ainda que a empresa reluta em ceder dados de seus usuários, a não ser em acordo com a Justiça dos EUA, por temer que esses possam ter uso político. Precedentes citados são os de autoridades chinesas e iranianas, que já exigiram informações de dissidentes dos respectivos regimes.

Na terça ainda, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) entregou à Embaixada dos Estados Unidos um relatório com denúncias de crimes de pornografia infantil e pedofilia supostamente cometidos no Orkut. O documento foi preparado pela Safernet, ONG que recebeu, de 30 de janeiro a 26 de abril, 34.715 denúncias de pornografia infantil no site de relacionamentos.

Abrigado no Google --empresa criada em 1998 pelos ex-colegas de Stanford Sergey Brin e Larry E. Page e que faturou US$ 6,1 bilhões no ano passado-- o Orkut era um projeto universitário do turco naturalizado norte-americano Orkut Büyükkökten. O Google logo incorporou o site de relacionamentos, que explodiu nos EUA na mesma época em que outros do mesmo tipo, como o MySpace e o Facebook.

Por algum motivo, no entanto, o Orkut ganhou a preferência dos internautas brasileiros, que são hoje os maiores freqüentadores.

Fonte: Folha Online