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domingo, 14 de junho de 2009

Entenda como a queda da taxa básica de juros afeta as diferentes aplicações

Taxa Selic sofreu corte de um ponto percentual e caiu para 9,25%.
Fundos de renda fixa podem registrar 'fuga' e tendem a render menos.

A queda da taxa básica de juros (Selic) afeta os investimentos de maneira diferente: quem aplica na poupança ou em bolsa de valores não sente o efeito, uma vez que a correção da caderneta é fixa (0,5% ao mês + TR) e a valorização das ações depende de outros fatores, como o desempenho de cada empresa e as perspectivas do mercado para a economia.

Já os fundos de renda fixa, indexados pela Selic, passarão a render menos com a queda da taxa básica.

Economistas consultados pelo G1 explicam qual deve ser o efeito da redução da Selic – que recuou para 9,25% ao ano, menor patamar da história, na quarta-feira (10) – nas diferentes opções de investimento do mercado brasileiro.

Veja os principais exemplos, com gráficos que mostram o comportamento dos rendimentos entre janeiro e abril deste ano:

Poupança

A tendência é que a poupança continue a atrair mais recursos, incluindo investidores que abandonarão fundos de renda fixa pela caderneta. Isso porque a queda da taxa Selic não afeta o investimento.

A poupança tem valorização garantida: 0,5% ao mês, acrescida da Taxa Referencial (TR). Para Francisco Pessoa Faria, economista da LCA, a poupança “é cada vez mais vantajosa para o pequeno poupador”.

O economista da LCA alerta, entretanto, que a tendência é que as regras da poupança sejam novamente alteradas, para garantir que apenas o pequeno poupador continue na aplicação (recentemente, o governo propôs restrições para valores acima de R$ 50 mil).

O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, diz que a poupança foi criada para proteger o dinheiro do pequeno poupador em época de inflação. “(A caderneta) não se adaptou à nova realidade. (O governo vai) ter que mexer na sistemática, na forma de remunerar a poupança, não basta só limitar com impostos”, ressaltou.

Fundo de renda fixa

Segundo economistas, os fundos de renda fixa, que estão ligados à taxa Selic, podem ficar menos atraentes e perder aplicadores conservadores para a poupança e investidores de perfil mais arrojado para opções que incluam algum percentual de renda variável.

Para o professor de finanças pessoais Marcos Crivelaro, é importante que os bancos comecem a oferecer taxas de administração mais baixas para “segurar” investidores nesta aplicação. Agostini, da Austin Rating, diz que a falta de competitividade no mercado financeiro brasileiro permitiu que os bancos cobrassem taxas "salgadas".

Agostini lembra que, além da taxa de administração, o investidor em fundos de renda fixa também tem que pagar Imposto de Renda sobre os rendimentos, além de enfrentar prazos mínimos para aplicação. À medida que o rendimento dessa aplicação se aproxima do da poupança, o economista diz que a caderneta, que tem um perfil mais descomplicado, torna-se mais atraente.

Fundos multimercados com renda variável

Para o professor Marcos Crivelaro, com a tendência de queda de juros, o investidor pode ter de assumir uma postura de mais risco caso tenha interesse em ter ganhos maiores.

Para ele, a vantagem desse tipo de investimento é que o investidor pode ir ao banco e "dosar" seu apetite por risco, determinando qual percentual de seu capital ele quer investir em ações e em que setores, como commodities, energia ou construção civil, por exemplo.

"(A busca por fundos multimercados) ocorreu nas economias onde o mercado de capitais é mais desenvolvido e o investidor precisa se aventurar em opções mais 'exóticas' em busca de retornos", ressalta o economista da Austin Rating, Alex Agostini.

Entretanto, ele lembra que o risco associados a essas operações é mais alto, especialmente se o fundo em questão for agressivo. Por isso, é necessário que, antes de investir por influência de um gerente de banco, o cliente meça bem o percentual de exposição à renda variável e as condições do fundo.

Agostini lembra que alguns fundos informam apenas que são compostos por "15% de papéis de renda variável de primeira linha". Segundo ele, é preciso, nesses casos, que o investidor busque saber o que exatamente esse tipo de chamariz significa, pedindo a lista das empresas que compõem a opção de investimento.

Ibovespa ou fundos indexados ao índice

Francisco Faria, da LCA, sugere a opção pelo fundo indexado ao Ibovespa para o investidor que possa “esquecer” do dinheiro investido.

“O dinheiro para esse fundo é o que você tira quando quer, não quando precisa. É o dinheiro que você pode retirar só quando acha que é a hora”, diz.

Faria diz que, nessa opção de investimento, uma emergência pode forçar o cliente a retirar o dinheiro em um momento ruim para a bolsa, enfrentando perdas.

Para Alex Agostini, a renda variável exige que o poupador tenha objetivos definidos, tanto para ganhos quanto para eventuais perdas. O economista lembra que, para investir em bolsa de valores, é preciso que o investidor tenha controle para não fazer maus negócios.

Fundo de ações por setor

Agostini diz que a aposta em um determinado setor exige que o investidor estude bem a situação financeira das empresas e o desempenho do segmento (veja ao lado, o exemplo do comportamento de um fundo que reúne ações de empresas de energia).

De acordo com Crivelaro, esses fundos são uma forma que o investidor tem de comprar ações por "pacotinhos", procurando bem para achar um "terreno mais forte".

"Você vê cada vez mais opções de compras por setores dentro da Bovespa. Você tem a vantagem de comprar o setorial, que oscila menos do que uma única empresa", ressalta o professor.

Faria, da consultoria LCA, diz que esse tipo de fundo é beneficiado com o aumento do investimento produtivo no Brasil.

“Assim como o Ibovespa, (os fundos setoriais acabam) se beneficiando à medida que uma redução da taxa de juros real dinamiza e ajuda investimento produtivo. O que vai diferenciar é o risco, a liquidez (do segmento escolhido).”

O economista ressalta, porém, que qualquer investimento em bolsa de valores é indicado para reservas para as quais não haja um destino específico.

Dólar comercial

O economista da LCA diz que o dólar, com a redução nos juros, passa a se tornar menos atraente, pois a tendência é de desvalorização da moeda.

Já Crivelaro lembra que o mercado de câmbio não é exatamente livre, pois tem é influenciado, por exemplo, pelo Banco Central. Toda vez que a moeda tem uma alta excessiva, o BC põe dólares das reservas do mercado; quando cai, a autoridade monetária compra a moeda, para reduzir a oferta.

Segundo Agostini, da Austin Rating, o câmbio é interessante para quem tem compromisso programado de médio prazo.

"Se vai fazer uma viagem ou um MBA, vale como investimento de reserva de valor, para ir comprando aos poucos", ressalta.

Saiba tudo sobre resiliência e veja por que as empresas preferem os resilientes

É a competência do momento. Livros, jornais e revistas deixaram um pouco o tema liderança de lado - cá entre nós, já estava ficando cansativo - e passaram a falar de resiliência.

Elástico e silicone. Por incrível que pareça, essas palavras têm tudo a ver com os profissionais. Explica-se: o termo resiliência provém do latim, do verbo resilire, que significa "voltar para trás" ou "voltar ao estado natural". Historicamente, a noção de resiliência foi primeiramente utilizada pela Física e pela Engenharia, que entendia que a palavra significava "propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora da deformação elástica".

A explicação é do consultor organizacional Eduardo Carmello, diretor da Entheusiasmos Consultoria em Talentos Humanos e autor do livro "Resiliência - A transformação como ferramenta para construir empresas de valor", da Editora Gente. Ele conta que o conceito se desenvolveu e, hoje, as empresas enxergam resiliência como algo muito mais amplo.

"As pessoas escutam de seus chefes ou lêem em algum lugar que elas precisam ser resilientes, mas não entendem o que isso significa. Quando procuram no dicionário, encontram a definição que diz que resiliência é o poder de recuperação, a capacidade de suportar pressão. Com isso, elas entendem que precisam ser passivas. Mas resiliência não é isso", conta.

Afinal, o que é resiliência?
Carmello explica que resiliência é a capacidade de:

- Promover as mudanças necessárias para atingir seus objetivos e os da empresa;

- Manter as competências e habilidades, mesmo diante das adversidades;

- Antecipar crises, prever adversidades e se preparar para elas;

- Ter firmeza de propósito e manter a integridade.

"O profissional resiliente tem três principais características: ele é antenado no mercado e detecta os sinais de oportunidades, frente a mudanças ou adversidades, sem ficar só olhando para o lado ruim da situação; ele consegue entregar o que promete; e ele é capaz de promover mudanças estratégicas e entender seu valor", afirma Carmello.

Por que as empresas preferem os resilientes?
"A maioria dos profissionais, cerca de 80%, segundo pesquisas, tem suas competências diminuídas frente a um ambiente de tensão ou de mudança", sublinha o especialista. Para quem não consegue imaginar a dimensão do problema, vale a pena enfatizar os inúmeros riscos aos quais as empresas estão submetidas. Entrada de novos concorrentes no mercado, enfraquecimento do dólar - o que prejudica as exportações -, alta da inflação, saída de funcionários em posições estratégicas, para citar apenas alguns.

Carmello ainda lembra que, no mundo empresarial, a cada dez projetos de mudança, apenas um dá certo. "O resiliente não espera a crise acontecer para fazer algo, ele se antecipa às mudanças, porque está sempre ligado para o que acontece no mercado, fora da empresa. É o que mais se espera dos profissionais hoje. Se você acha que, nos últimos dez anos, muita coisa mudou, é porque não sabe o que irá acontecer nos próximos dez".

Em outras palavras, espera-se que os profissionais sejam protagonistas e agentes das mudanças no mercado. "Será que, de fato, ninguém esperava a crise no setor imobiliário americano? Será que o dólar mais fraco era imprevisível? Muitos dizem que a crise financeira que atinge os Estados Unidos não chegará ao Brasil, mas não é certeza. A verdade é que o mercado financeiro é muito imaturo. Por conta de especulações, as pessoas entram em pânico e daí surge a crise. Não é alarmismo, mas o resiliente se prepara para a realidade do mercado".

Como cultivar a resiliência
No livro "Resiliência - A transformação como ferramenta para construir empresas de valor", o consultor dá algumas dicas de como se tornar um profissional resiliente. Comece se questionando:

- No momento em que o obstáculo apareceu, você caminhava para alcançar o quê?

- Você está alinhado a algum processo ou desafio estratégico?

- Você procura olhar para a verdadeira dimensão da realidade, transformando a tensão e o foco de energia não em adversidade, mas em um propósito maior?

- O que você considera como adversidade?

- O que você está fazendo com relação às adversidades?

- Que tipo de postura você adota: enfrentar a situação ou se desviar do problema? (seja sincero na resposta)

- O que você pode fazer para promover o crescimento e o fortalecimento da empresa?

Agora, analise a seguinte situação, para avaliar seu nível de resiliência: o gás explodiu e queimou a casa inteira:

Nível 1 de resiliência: recuperando-se de traumas:

- Atitude: Não se antecipou ao acidente nem à conseqüência dele.

- Resposta resiliente: "Eu não consegui, no momento, ativar recursos ou competências necessárias para controlar o acidente, mas saí vivo de lá".

Nível 2: tornando-se mais flexível, leve e consistente:

- Atitude: Conseguir agir bem diante do grau de exigência da conseqüência, mesmo sem ter se antecipado à situação.

- Resposta resiliente: "Eu consigo agir antes que a conseqüência se torne desastrosa".

Nível 3: Crescer, mesmo em ambiente de mudança e adversidade:

- Atitude: Necessidade de ampliar recursos para lidar com o alto nível de exigências das conseqüências em razão de não ter se antecipado à situação.

- Resposta resiliente: "Eu consigo construir competência a tempo de minimizar o impacto da conseqüência, ou seja, recorro a amigos, chamo os bombeiros, isolo materiais inflamáveis etc."

Nível 4: Antecipando acontecimentos e transformando a realidade:

- Atitude: Antecipar-se para que, frente à situação, nada de errado aconteça, talvez nem a própria situação venha a acontecer.

- Resposta resiliente: "Eu me antecipo à situação, evitando que ela aconteça e obtendo total controle sobre a situação e/ou a conseqüência dela".

Fonte:Administradores.com.br

terça-feira, 2 de junho de 2009

Amplie seus horizontes

Esqueça processadores mais rápidos ou mais memória. Estudos afirmam, e a experiência comprova, que uma das formas mais fáceis de aumentar sua produtividade em frente ao computador é simples: use mais de um monitor

Farhad Manjoo / NY Times

Para aqueles entre nós que se impressionam facilmente com a tecnologia, uma visita ao enorme quartel-general do Google em Mountain View, na Califórnia – com sua réplica da SpaceShipOne, banheiros computadorizados e estacionamentos cobertos por painéis solares – pode ser uma experiência quase sobrenatural.

Apesar de tudo isso, o que mais me chamou a atenção em uma recente visita foi algo bastante comum: as mesas dos programadores. Mais especificamente, os monitores ligados a seus computadores.

Me encontrei com vários engenheiros de software que trabalham no Gmail, e cada um tinha seu próprio e espetacular arranjo de telas. Alguns combinavam monitores largos com monitores mais altos, outros tinham telas enormes combinadas a modelos menores, e outros ainda usam várias telas em série, dando a impressão de que, além de construir um sistema de webmail, também ajudavam o Departamento de Defesa a monitorar o espaço aéreo dos EUA.

Por vários anos venho lendo sobre os benefícios psicológicos de ligar mais de um monitor ao computador. Vários estudos feitos por especialistas na interação entre homem e máquina sugerem que combinar dois monitores, ou simplesmente usar uma única tela enorme, pode aumentar significativamente a produtividade. A teoria é simples: quanto maior o monitor, mais do seu trabalho você pode ver, e mais você ficará tentado a fazer.

Em um estudo recente encomendado pela fabricante de eletrônicos NEC, pesquisadores da Universidade de Utah, nos EUA, pediram a vários funcionários de um escritório para realizar uma série de tarefas em vários arranjos diferentes de monitores. Eles descobriram que as pessoas que usaram dois monitores de 20 polegadas foram 44% mais produtivas em certas operações de edição de textos que as pessoas que usaram um único monitor de 17 polegadas.

Mas até pouco tempo atrás, estudos como este eram de pouca valia. Monitores de tela plana custavam uma fortuna. Talvez corretores de ações, editores de cinema e engenheiros do Google pudessem combinar várias telas, mas meros funcionários de um escritório certamente não teriam acesso a tal regalia.

Mas o preço dos monitores LCD despencou em quase um terço em 2008, de acordo com Sweta Dash, analista da empresa de pesquisa de mercado iSuppli. Dash prevê que esta tendência deve continuar por boa parte de 2009. Mais ainda, no último ano a indústria começou uma tendência em direção a monitores mais largos, ideais para trabalhar com dois aplicativos lado-a-lado (ou para ver filmes). Os espaçosos modelos de 22 polegadas widescreen estão se tornando o padrão. Hoje, é possível comprar um deles, nos EUA, por menos de US$ 200.

Com isto em mente, nas últimas semanas comecei uma busca pessoal pela configuração multi-monitor ideal. Comprei vários monitores e os combinei de todas as formas possíveis. A princípio, coloquei dois modelos de 22 polegadas widescreen lado-a-lado, criando uma tela extremamente larga com cerca de 38 polegadas (na diagonal). Depois, girei cada monitor em 90 graus para que fossem mais altos do que largos: esta configuração me permitia ler um documento inteiro em tela cheia sem ter que rolar a página.

Copiando um dos estilos que vi no Google, também coloquei um monitor “em pé” e outro em sua posição original, criando algo que parecida com uma letra T deitada. Reservei a tela mais larga para trabalhar com janelas lado-a-lado, e a tela “em pé” para a leitura de documentos longos e navegação na web.

Também experimentei algumas configurações com meu notebook: a tela do notebook mais um monitor widescreen, ou a tela mais um monitor “alto”. Por fim, instalei o Cadillac dos monitores, um enorme modelo widescreen de 30 polegadas feito pela Gateway. Não importa a configuração, minha experiência confirmou as descobertas dos pesquisadores: ter muito espaço na tela realmente aumentou significativamente minha produtividade.

Como todo trabalhador sabe, fazer qualquer coisa em um computador que está ligado à internet pode ser um teste de força de vontade. No “antigo” monitor de meu PC – um modelo de 19 polegadas – a web era como um buraco negro que rotineiramente me desviava de meu caminho. Eu abria uma janela do navegador para consultar alguma informação, mas assim que eu o fazia todos os vestígios do meu trabalho desapareciam atrás dela e eu me esquecia do que estava fazendo. Meia hora depois, eu acordava do “transe” induzido pela navegação na web, tentando descobrir como diabos fui parar em uma página contando a história da Adidas, ou qualquer outro tópico que não tem absolutamente nada a ver com meu trabalho.

Um desktop gigante não removeu todas as distrações, mas diminuiu seu impacto. Eu podia ter meu programa de e-mail e navegador abertos em uma tela enquanto meu documento no Word ficava em outra. Isto me mantinha focado. Mesmo que eu fosse navegar na web, meu documento no Word continuava visível, como um lembrete de que eu tinha que voltar ao trabalho.

Mas os múltiplos monitores não só reduziram distrações: o arranjo também aumentou minha eficiência enquanto eu trabalhava. Geralmente uso dois programas enquanto escrevo artigos: o Word e o Bloco de Notas, onde guardo uma lista de anotações. Por exemplo, enquanto escrevo este artigo no Word volto constantemente ao Bloco de Notas em busca de informações pertinentes. Quando encontro a informação, eu a copio para a área de transferência e volto para o Word, onde a colo. Esta é uma tarefa bastante comum, talvez a coisa mais comum entre os usuários de computador. Procuramos por dados brutos em nossas mensagens de e-mail e na web, e então os transferimos para documentos do Word, planilhas do Excel e apresentações do PowerPoint.

Mas em um monitor pequeno esta tarefa frequente representa um desafio cognitivo, diz Jane Payfer, chefe de marketing da Ergotron, empresa que fabrica os apoios de monitor ergonômicos que usei em meus experimentos. A cada vez que você coloca uma nova janela em sua tela, seus olhos e seu cérebro precisam se reorientar para entender a nova imagem, uma tarefa de processamento mental que pode acabar lhe atrasando. Em um arranjo com múltiplos monitores, o cérebro tem um “descanso”. Minhas notas ficam em um lado enquanto meu documento fica no outro. Quando foco em um dos programas, não perco meu lugar no outro.

De todas as configurações de monitores que experimentei, fiquei mais impressionado com o monitor de 30 polegadas da Gateway, que me deu espaço em tela suficiente para manter abertas cinco ou seis janelas em tamanho máximo ao mesmo tempo. Mas com um preço de mais de US$ 1.000, nos EUA, telas deste tamanho ainda são proibitivamente caras para a maioria das pessoas.

Descobri que dois monitores de 22 polegadas, um na vertical e outro na horizontal, são uma forma de aumentar minha produtividade com um custo-benefício muito melhor. Mas esteja avisado: para trabalhar desta forma, é necessário um computador equipado com uma placa de vídeo capaz de controlar dois monitores. Este é um recurso comum em computadores mais novos, mas se você tem um PC mais antigo provavelmente vai precisar instalar uma placa de vídeo nova. Até os modelos mais baratos baseados em chips da nVidia ou ATI já trazem este recurso, e mesmo com pouca prática é possível fazer a operação em cerca de 15 minutos.

Como alternativa, você pode comprar um adaptador para múltiplos monitores, como o “Dual Monitor Adapter” da Kensington, que transforma uma das portas USB de seu computador em uma saída de vídeo, onde você pode ligar um segundo monitor sem o trabalho de abrir o PC para instalar uma nova placa.

Seja como for, instalar dois monitores é uma forma muito mais barata de aumentar a produtividade que comprar um novo computador super-rápido. Seu cérebro agradece.

Navegar por lazer no trabalho pode elevar produtividade

MELBOURNE - Flagrado mandando mensagens no Twitter ou no Facebook durante o trabalho? Isso o tornará um funcionário melhor, segundo um estudo australiano que mostrou que navegar na Internet por diversão durante o trabalho aumenta a produtividade.

O estudo feito pela Universidade de Melbourne mostrou que pessoas que utilizam a Internet para fins pessoais no escritório são quase 9 por cento mais produtivas do que aquelas não o fazem.

O autor do estudo, Brent Coker, do departamento de administração e marketing, afirmou que "navegar na Internet por lazer no trabalho", ou WILB (na sigla em inglês), ajuda a aprimorar a concentração dos empregados.

"As pessoas precisam relaxar um pouco para voltarem a se concentrar", disse Coker no site da instituição.

"Pausas curtas e moderadas, como uma rápida navegação na Internet, permitem que a mente descanse, levando a uma concentração total maior para o dia de trabalho e, como resultado, aumenta a produtividade", acrescentou ele.

Segundo o estudo feito com 300 funcionários, 70 por cento das pessoas que usam a Internet no trabalho se encaixam na categoria WILB.

Entre as atividades mais populares de lazer estão a busca por informação sobre produtos, leitura de notícias e sites, jogos online e vídeos no Youtube.

"As companhias gastam milhões em softwares para impedir que seus empregados assistam a vídeos, acessem sites de rede social ou façam compras online com o pretexto de que isso custa milhões em perda de produtividade", explicou Coker. "Nem sempre este é o caso".

Entretanto, Coker afirmou que o estudo procurou pessoas que navegam com moderação, ou ficam na Internet menos de 20 minutos do tempo total que passam no escritório.

"Aqueles que se comportam com tendências compulsivas na Internet terão produtividade menor do que os outros", disse ele.

Maneiras simples para aumentar a produtividade

Mudar de monitor e escolher um maior pode ser uma saída para aumentar a produtividade no trabalho. Isso é o que mostra um estudo da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, que analisou o tempo que as pessoas demoravam para realizar uma tarefa utilizando cada tamanho de tela.

De acordo com o estudo, a mudança de um monitor com tela de 18 polegadas para um de 24 polegadas widescreen (formato retangular mais acentuado) reduziu o tempo médio de realização de uma tarefa de 8 horas para 5,5 horas.

Durante um ano, a mudança na tela do computador pode gerar uma economia de 76 dias de trabalho, afirma o estudo. Em dinheiro, monitores maiores geram uma economia de US$ 8.600 por funcionário, em estimativa baseada em pessoas com salários anuais de US$ 32.500. Segundo o estudo, o resultado também pode ser aplicado a laptops.

Na pesquisa, os voluntários usaram monitores de diferentes tipos e tamanhos para realizarem alguns trabalhos. Os pesquisadores analisaram o desempenho das pessoas, a capacidade de edição de textos e as preferências de tela.

Os voluntários fizeram tarefas em monitores simples e duplos de 20 polegadas, 24 polegadas widescreen ou 26 polegadas widescreen. Os dados foram cruzados com um outro estudo feito pela universidade em 2003, que comparou a produtividade das pessoas com o uso de monitores duplos e telas de 18 polegadas tradicionais.