Segundo ele, a inadimplência tende agora a cair, permitindo taxas menores pelos bancos mesmo se o Banco Central não fizer cortes adicionais à Selic.
Desde o início do atual ciclo de corte de juros, em janeiro, o BC já reduziu a taxa básica da economia, a Selic, em cinco pontos percentuais. Na última quarta-feira, o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) reduziu a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, de 9,25% ao ano para 8,75% ao ano.
Os bancos privados, no entanto, não acompanharam o movimento e não repassaram para empresas e consumidores de forma proporcional. Segundo Setubal, o maior componente do "spread" bancário --a diferença entre a taxa de captação dos bancos e os juros cobrados nos empréstimos para os clientes-- é exatamente o nível de perdas dos bancos, que atingiram seu recorde histórico.
Setubal se mostra surpreso com a velocidade de recuperação do Brasil quanto à crise econômica, mas disse que sempre acreditou que o "Brasil se recuperaria melhor do que o resto do mundo".
"Estamos hoje num ritmo de crescimento de 4% ao ano, o que é extraordinário. O número de 2009 provavelmente será zero porque partimos de uma base mais baixa, mas, na margem, o crescimento é espantoso", afirmou.
Fonte: Folha.com.br
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